Pesquisadores da Penn State University, nos Estados Unidos, descobriram que a imunização de ratos com um componente de vacinas experimentais contra a malária deu origem a parasitas mais virulentos e evoluÃdos.
O trabalho sugere que o controle da doença com um tipo particular de vacina pode criar condições ecológicas que favorecem a evolução de parasitas do gênero Plasmodium que causam a forma mais grave da malária.
“Estamos muito longe de ser capaz de avaliar a probabilidade de esse processo ocorrer em seres humanos, mas nossa pesquisa sugere a necessidade de uma maior vigilância. É possÃvel que estirpes mais virulentas da malária possam evoluir se uma vacina contra a doença for usada de forma generalizada”, explica o lÃder da pesquisa Andrew Read.
A pesquisa revela que os parasitas mais virulentos evoluÃram em resposta à vacinação, mas o mecanismo exato ainda é um mistério. Nenhuma vacina contra a malária já foi aprovada para uso generalizado.
As vacinas eficazes contra a malária são notoriamente difÃceis de desenvolver porque o parasita da malária é muito complexo. Centenas de cepas diferentes da doença existem simultaneamente em qualquer região onde ela é prevalente. A maioria dos criadores de vacinas utilizam apenas pequenas partes do parasita para produzir uma molécula de antÃgeno que então se torna um ingrediente-chave contra a malária.
Read e seus colegas testaram o antÃgeno AMA-1, um componente de várias vacinas em fases de ensaios clÃnicos.
Os pesquisadores descobriram que os parasitas que causaram os piores sintomas da malária em camundongos não vacinados evoluÃram depois de “escaparem” de 10 camundongos vacinados.
O antÃgeno AMA-1 utilizado no estudo induz o corpo a produzir anticorpos antimaláricos. Estes anticorpos reconhecem o antÃgeno AMA-1 nos parasitas e desativam a infecção. A forma do antÃgeno garante que os anticorpos podem se ligar de forma segura ao parasita da malária, um passo importante na produção de imunidade.
Os cientistas já sabiam que as vacinas ficam obsoletas quando as mutações evolutivas alteram a estrutura do antÃgeno do parasita de tal forma que o anticorpo não é capaz de bloquear seu alvo. No entanto, o estudo mostrou que o parasita da malária evoluiu dentro dos ratos vacinados mesmo sem quaisquer alterações detectáveis no alvo do anticorpo no parasita.
Segundo os pesquisadores, eles ficaram surpresos ao descobrir que cepas mais virulentas de malária evoluÃram, mesmo quando o gene que codifica o antÃgeno chave manteve-se inalterado. Os investigadores concluem que a evolução deve ter ocorrido em algum lugar no genoma do parasita.
Read espera que o resultado possa levar os pesquisadores de vacinas a considerar como elas podem afetar a evolução dos parasitas.
A equipe agora busca determinar os locais exatos sobre o DNA do parasita onde as mutações ocorreram.
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Cientistas alemãs descobriram que o mau funcionamento de uma estrutura do cérebro que processo os sons da fala pode ser a causa da dislexia, condição que causa dificuldades na área da leitura e escrita.
A pesquisa fornece bases para o desenvolvimento de tratamentos para a condição que causa dificuldades na área da leitura e escrita entre 5 a 10% de todas as crianças do mundo.
A equipe liderada por Begona DÃaz e seus colegas descobriu que muitas dificuldades associadas à dislexia podem, potencialmente, ser associadas a uma deficiência no núcleo geniculado medial do tálamo.
Os resultados mostraram que pessoas disléxicas têm um defeito na estrutura que transfere a informação auditiva do ouvido para o córtex, o corpo geniculado medial do tálamo auditivo não processa os sons da fala corretamente.
“Este mau funcionamento no inÃcio do processamento de linguagem pode refletir em todo o sistema. Isso explica por que os sintomas da dislexia são tão variados”, explica DÃaz.
Os pesquisadores realizaram dois experimentos em que vários voluntários tiveram que realizar tarefas de compreensão de falas.
Enquanto os indivÃduos realizaram tarefas que exigiam o reconhecimento dos sons da fala, eles passaram por ressonância magnética. As gravações mostraram respostas anormais na área ao redor do corpo geniculado medial nos participantes afetados.
Em contraste, não houve diferenças entre os controles e os participantes disléxicos se as tarefas envolviam apenas ouvir o discurso sem ter que realizar uma tarefa especÃfica.
“O problema, portanto, nada tem a ver com o processamento sensorial em si, mas com o processo envolvido no reconhecimento da fala. Não houve diferenças entre os dois grupos de teste em outras áreas do caminho de sinalização auditivo”, observa DÃaz.
Segundo os pesquisadores, reconhecer a causa de um problema é sempre o primeiro passo no caminho para o sucesso do tratamento.
Eles planejam agora avaliar se os programas atuais de tratamento podem influenciar o corpo geniculado medial, a fim de tornar o aprendizado e a leitura mais fáceis para pessoas com dislexia a longo prazo.
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Source: http://sucesso-blog.livejournal.com/741276.html
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